Por Albírio Gonçalves *|

Em minhas andanças pelo Brasil, tenho visto, ouvido e lido muitos comentários de quarentões e cinquentões reclamando dos young millennials, jovens entre 18 e 25 anos, que estão entrando no mercado de trabalho. Quem reclama diz que é uma turma mimada, sem compromisso, transgressora e cheia de mimimi. Será?

A minha experiência com teamwork, alto desempenho e desenvolvimento de líderes, diz-me algo diferente. É verdade que muitos young millennials são voláteis, questionadores, quebram regras e não aceitam o famoso “porque sim”, mas isso não significa que sejam descomprometidos. Podem ser mais difíceis de liderar, motivar, reter e recrutar. No entanto, são conectados, inovadores, bem formados e, se bem  orientados, conseguem performar acima da média.

Creio que um dos fatores dessa dissonância entre gerações seja a resistência de parte da turma mais “experiente” em mudar o mindset, entender a nova ordem mundial e exercitar um novo modelo de liderança: mais engajadora, servidora, inspiradora e inclusiva, que surpreende pelos resultados e baseada em valores e propósito, fatores tão caros para essa turma que está chegando querendo o seu espaço no mercado de trabalho.

Então, gestores e gestoras, como o tempo não para, nem volta, é melhor agir. Mãos à obra e… menos mimimi!

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(*) Albírio Gonçalves é consultor empresarial, educador corporativo, palestrante, mentor, coaching, autor e referência em desenvolvimento de líderes, gestores, times/profissionais de alta performance e equipes de vendas, bem como na profissionalização da gestão e qualificação de sucessores e herdeiros de empresas e grupos empresariais familiares.

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