Por Albírio Gonçalves *|

Chamo de engodo esta mania chata de dizer que todos podem tudo, que querer é poder, que as possibilidades de todos são iguais, que colhemos o que plantamos, que é só mentalizar e seguir a “regra de ouro” que o Universo cuidará para que as coisas aconteçam e blá, blá, blá.

Acredito, veementemente, que podemos mais, mas que não podemos tudo, que as oportunidades são maiores para uns do que para outros, que mesmo “plantando” algo muito legal e cuidando com todo o zelo, “intempéries” podem colocar tudo a perder, sem que você tenha um milímetro de culpa.

Não sou chato, nem pessimista. Considero-me um realista esperançoso e acredito que sempre podemos mais, mas que a nossa evolução (pessoal e profissional) passa pelo reconhecimento das nossas limitações e do contexto no qual estamos inseridos. Não acredito em sucesso sem muito trabalho, desenvolvimento, esforço e persistência.

Mas a coisa está ficando feia, inclusive, nas redes sociais. Há uma turma de “pseudosgurus tudólogos” que andam vendendo (com certo sucesso) lugares comuns, regras para o sucesso, retórica vazia e discursos motivacionais efêmeros. Pior é constatar que, além de terem público cativo para as suas falácias, todo(a)s sofrem de hipermetropia do ego.

Vade retro!

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(*) Albírio Gonçalves é consultor empresarial, educador corporativo, palestrante, mentor, coaching, autor e referência em desenvolvimento de líderes, gestores, times/profissionais de alta performance e equipes de vendas, bem como na profissionalização da gestão e qualificação de sucessores e herdeiros de empresas e grupos empresariais familiares.

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